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Posts publicados com ‘Coca-Cola’

MIXX – 1º Dia

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Bom dia queridos amigos, tudo bem por aí? Por aqui tudo incrível e repleto de boas ideias, ótimas pessoas e grandes aprendizados.

Conforme combinado, farei abaixo uma análise do primeiro dia do evento considerando os highlights, agregando meu ponto de vista e análise sobre as palestras e sobre o evento. O primeiro comentário que vale destaque é a participação dos brasileiros. Seguramente o maior grupo depois do americano, com uma diferença não tão grande assim. Isso significa que estamos nos capacitando e preparando como um importante país dentro do ambiente digital. Parabéns ao Brasil e ao Ari Meneghini, executivo a frente da IAB no Brasil.

Outro destaque é a organização. Atender um público tão grande de pessoas, não sei precisar a quantidade, mas seguramente mais de mil pessoas, não é uma das missões mais fáceis. Muitos acertos e alguns deslizes. Primeiro pela rede sem fio que é muito instável e fica o tempo todo caindo. Segundo pela falta de locais apropriados para o carregamento dos infinitos gadgets – MELHORES AMIGOS – dos participantes e que rapidamente vão se consumindo. E, finalmente, por se tratar de um evento global e dentro de um mundo plano e colaborativo, conteúdos muito concentrados no mercado americano.

O evento começou pontualmente às 9h, depois de um importante coffee de 1 hora para que as pessoas iniciassem o networking. Impressionante também como as mídias sociais contribuíram para que essa dinâmica fique mais fácil e leve. Hoje as pessoas se abordam mais em eventos, trocam cartões e iniciam relacionamentos.

O evento começou com o discurso de abertura do Presidente e CEO da IAB, Randall Rothenberg falando sobre as mudanças e as inovações que irão afetar o marketing, a publicidade e as mídias nos próximos anos em função da tecnologia. Mas o que realmente será a diferença entre as MARCAS e suas performances será sua capacidade de strorytelling, ou seja, de construir uma narrativa lúdica, autentica e emocionante de forma que capacite a empresa a desenvolver conteúdos que mereçam ser disseminados. Ou seja, o que terá a capacidade de mudar os negócios não é a tecnologia, mas o marketing praticado a partir dela.

Na sequência veio o primeiro palestrante, Jonathan Mildenhall, Vice-Presidente Global de Estratégia de Comunicação e Excelência em Conteúdo da The Coca-Cola Company. A palestra mais elogiada do dia. Também pelo seu conteúdo, mas mais ainda pela forma como Jonathan faz sua apresentação, onde boa parte dela é feita em cima de um vídeo de pouco mais de 10 minutos, como se fosse um Power point a partir de uma folha em branco que vai sendo desenhada e ele, sem olhar para a tela um único momento, vai seguindo com as suas explicações inerentes ao que esta sendo escrito/desenhado.

Segue abaixo em 2 partes devido à limitação do YouTube

E o que realmente mais é impressionante é o fato da mega empresa The Coca-Cola Company estar se preparando para se tornar, até 2020, numa empresa de conteúdo. Claro que é um desafio enorme, se tratando de uma empresa gigantesca e que deixa a desejar em sustentabilidade social.

Depois chegou a vez da Carolyn Everson, Vice-Presidente Global de Soluções em Marketing do Facebook. E do aspecto qualidade da apresentação, ela veio depois do Jonathan e em se tratando do Facebook ser o ícone de empresa nativa digital a falar no evento, uma apresentação absolutamente antiga em todos os sentidos. Aproveitou-se do fórum composto por anunciantes e agências para trazer dados e explicar as novas ferramentas do Facebook e como podem ser utilizadas para fazer marketing e publicidade.

Alguns dados recentes informados pela Carolyn. 330 milhões de pessoas acessam o Facebook pelo celular, 500 milhões de pessoas estão acessando suas contas no mesmo dia (num universo de 800 milhões), 2 bilhões de uploads e 250 milhões de novas fotos todos os dias, 130 é a média de amigos e 100 milhões de likes em fan pages todos os dias. Confesso que fiquei um pouco decepcionado.

Depois veio Jean-Paul Colaco, Vice-Presidente de Marketing do Hulu que numa palestra muito rápida e ótima, mostrou como a televisão evoluiu na internet, onde já que o consumidor terá que ver um comercial de 30 segundos, então que ele possa escolher qual ele quer assistir. E o anunciante só paga quando o dele for escolhido. Infelizmente o HULU, um site filmes e séries não esta disponível no Brasil.

O quarto palestrante do dia foi Mike Hughes, Presidente da The Martin Agency. E ao entrar aquele senhor de cabelos brancos no palco de uma plateia ávida pelo digital, Mike simplesmente deu um show. Afinal, seguramente os mais sábios sabem contar histórias ainda mais incríveis e lúdicas que os mais jovens e aí, naturalmente, entende de storytelling como ninguém, ou melhor, de storybuilders. E entra o que disse o mais marcante foi: “storytelling tem começo, meio e fim. Já o strorybuilding tem apenas um começo e sua história será escrita e contada através da colaboração das pessoas. Você não pode definir o meio e nem o fim de uma história, mas seguramente pode e deve garantir que o início seja contado por você.

O quinto palestrante foi Jaron Lanier, Partner Architect da Microsoft Research. Jaron trouxe aos presentes uma dimensão absurda sobre como a realidade virtual e os avatares irão mudar o Mundo, tanto no sentido físico, quanto no social. Com os equipamentos de realidade virtual, com o Kinect da Microsoft, as pessoas passaram a desenvolver atividades em regiões antes não ativadas pelo cérebro, regiões maiores que são maiores do que as acessadas regularmente pelo cérebro até hoje. E do aspecto social, crianças hoje podem aprender os mais diversos temas nas escolas, literalmente sendo o protagonista da história, ou seja, Napoleão, Van Gogh, Beethoven ou simplesmente uma escova de dente.

E finalmente Chris Anderson, curador do TED, que veio falar sobre a importância da publicidade que tem um enredo e uma história, que como ele mesmo definiu em analogia ao seu TED, ADS WORTH SPREADING, ou seja, anúncio que merecem ser compartilhados.

É isso queridos amigos e de forma muito sucinta a concentração nos principais palestrantes e temas abordados no primeiro dia do MIXX. Para quem quiser assistir, os vídeos e temas estão no link: http://www.iab.net/events_training/mixx11/day1

Bom, agora deixa eu correr que o 2º dia me espera!

Saudades!

Beijos e abraços

Carpe Diem!

O mundo da Coca-Cola

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nas minhas aulas aqui na Madia Marketing School, uma das coisas que mais falo aos meus queridos alunos é a necessidade que as MARCAS têm hoje em dia de serem conteúdo, mas não qualquer tipo de conteúdo.

Tem que ser consistente com os valores, discurso, atitudes e narrativa da MARCA.

Acabo de me emocionar mais uma vez com a Coca-Cola. Sou um consumidor pontual de refrigerante, não sou muito chegado… Mas sou apaixonado pelo trabalho de marketing e branding que a Coca-Cola faz.

Nos anos 80 e 90 nos EUA houve um das batalhas mais incríveis na história do branding mundial, quando a Coke e a Pepsi proporcionavam um espetáculo a parte. E o jogo era limpo, claro que com direito a algumas “dedadas nos olhos”, mas extremamente franco de ambas as partes.

Com o passar dos anos, o consumidor foi se cansando do modelo “rir do outro” e com isso, a briga publica tal como era foi perdendo o sentido e a Pepsi não conseguiu mais acompanhar sua querida concorrente Coke.

A partir de 2000 a Coca-Cola mudou completamente sua estratégia e começou a trabalhar o lado bacana da vida, e fortalecer sua MARCA no coração das pessoas. Simplesmente brilhante.

Claro que têm um desafio enorme nos próximos anos, afinal, seu produto faz mal a saúde e ao meio ambiente. Ou seja, não é sustentável. Claro que falta autenticidade do discurso, afinal, cadê o lado bonito e feliz da vida no aumento da obesidade infantil mundial e saber que contribui para isso?

Mas tamanho o prestígio, carinho e aura dessa MARCA, que ela hoje consegue estar acima e até ao lado do produto.

Abaixo o mais recente conteúdo mundial da Coca-Cola, uma animação curta-metragem que mostra como é o dia-a-dia do “mundo da Coca-Cola”. Simplesmente maravilhoso.

Não tomo Coca-Cola, mas seguramente iria a um parque temático dela, como já tive a honra de ir o museu em Atlanta e comprei alguns suvenires da MARCA!

 

O chá honesto

terça-feira, 15 de março de 2011

A adesão aos chás gelados no Brasil é recente. Porém nos EUA, praticamente faz parte da cultura. No Brasil, acabaram ganhando maior dimensão com a chegada dos “chás verdes” e ainda com a chegada de mega players desse território como a Nestlé e a Coca-Cola.

Em 1998, Seth Goldman e Barry Nalebuff, depois de muitos anos de trabalho como executivos bem-sucedidos em empresas, acabaram se cansando de consumir chás gelados de baixa qualidade, principalmente pelo excesso de doçura no paladar, seja pelo açúcar, seja pelo adoçante.

Saíram da empresa e criaram a Honest Tea – CHÁ HONESTO. Uma fabricante de chás com uma preocupação maior em oferecer um produto de maior qualidade, principalmente, pelo fato de só trabalharem com ingredientes orgânicos.

Em 05 de fevereiro de 2008, a Coca-Cola Company anunciou a aquisição de uma participação de 40% da empresa por 43 milhões de dólares.

E como diz o ditado, “Deus ajuda a quem trabalha”, foram recentemente brindados com um pouco de sorte. O jornal americano The New York Times, revelou que o Honest Tea é a bebida preferida do Presidente Barack Obama. Se bem que com o crescimento das “tea party”, essa história de ser o chá do Obama pode não ser tão bom assim…

Recentemente, a Honest Tea, para fortalecer a percepção do HONESTO, desenvolveu uma campanha para tentar descobrir qual a cidade americana mais honesta. Para isso, espalhou diversos displays pelas ruas das 7 maiores cidades – NYC, Boston, São Francisco, Los Angeles, Washington DC, Chicago e Atlanta contendo a sua linha de chás, com uma urna ao lado dizendo que cada garrafa custava 1 dólar, mas sem ninguém ao lado para cobrar.

Ou seja, se as pessoas quisessem simplesmente pegar uma ou diversas garrafas e sairem andando, ninguém iria cobrar. Só que naturalmente, tomaram o cuidados de filmar todos os detalhes. Como consequência, enorme viralização e exposição nas mídias digitais e analógicas.

E a campeã qual foi? Boston com 93,3% de honestidade, seguida por Washington DC com 93% e São Francisco com 91%, NYC e Atlanta com 89%. E as menos honestas Chicago e Los Angeles com 78% e 75% respectivamente. Ou seja, ainda assim, nada mal.

Abaixo 3 vídeos. Os dois primeiros que contam a história da Honest Tea e o terceiro com a ação que realizaram

Quando Coca-Cola e Pepsi se juntam

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sou da época que em casa, refrigerante era só nos finais de semana, e ainda assim, com moderação, ou melhor, sem exageros. E, muitas vezes quem acabava reinando era a Tubaína… Doce paca, mas inesquecível!

Hoje em dia bebo pouco refrigerante. Mas, nem por isso não presto atenção com muito carinho na categoria. Seguramente uma das mais consistentes e inovadoras em marketing e comunicação.

Portanto, trago aqui duas iniciativas que gosto demais. Uma mais lúdica e a outra mais prática. Uma mais completa e moderna, a outra com um enorme potencial, mas aparentemente não utilizado ou mal utilizado. E que juntas, representam aquela que seguramente é uma das maiores concorrência da história do Marketing; Coca-Cola X Pepsi.

Primeiro o case tupiniquim da Pepsi, que detém exclusividade de refrigerante em muitos restaurantes e bares, devido a sua parceria com a Inbev, e que os bloqueia através do acesso às suas cervejas. E, quando você chega num desses lugares e pede por uma Coca, a resposta imediata do garçom é: só tem Pepsi. E, na maioria das vezes o cliente torce o nariz e acaba tomando uma água ou suco.

Com o brilhantismo da sua agência, a AlmapBBDO, criaram um posicionamento matador “Pode ser bom, Pode ser Pepsi”, convidando o consumidor a quebrarem sua resistência e experimentarem algo novo. Consistente PACA!

E o segundo case que reflete um posicionamento Global, mas que é executado localmente e de forma brilhante. Estou falando do “ lado feliz da vida” criado pela Coca-Cola.

Seguramente um dos 10 melhores cases de Marketing da década. Nada melhor do que trazer um pouco de felicidade para as pessoas, que cada vez mais vivem loucas num Mundo caótico. E, desde o ano passado, criaram as “máquinas da felicidade”, começando com uma vending machine e agora em 2011, com um caminhão de felicidade. Simplesmente brilhante.

Abaixo os dois vídeos. Como é bom ver quando dois concorrentes jogam a briga lá pra cima, um melhor do que o outro. Só quem ganha somos nós, consumidores e amantes do bom Marketing e Branding.