Ótimo exemplo de como sempre é possível pensar diferente, principalmente no mundo novo onde as oportunidades de ativação são muito maiores.
A MISEREOR é a obra episcopal da Igreja Católica da Alemanha, que tem por objetivo levantar fundos para o auxílio aos países subdesenvolvidos, especialmente na África, Ásia e América Latina.
Unindo os dois ambientes – analógico e digital -, criou uma campanha de captação cuja peça principal é um banner interativo, onde a moeda de 2 Euros percorre um lindo caminho, cheio de ludicidade pelas regiões beneficiadas e no final ainda tira uma foto do doador, posta no Facebook.
Há algum tempo havia comentado sobre a iniciativa da KLM, empresa aérea dos países baixos, com sede na Holanda de promover a interação entre seus passageiros; antes do voo, durante o voo e após o voo.
Consciente de que poucos ambientes no mundo têm a habilidade natural de promover encontros como um aeroporto, principalmente se for internacional; conectando e promovendo o mundo plano, a KLM desenvolveu um sistema inédito de socialização.
Trata-se de um aplicativo que fica disponível no seu site onde o passageiro, quando for comprar sua passagem, faz seu login utilizando o perfil no LinkedIn ou Facebook no voo e passa a conhecer as demais pessoas que estarão viajando no mesmo avião, podendo assim diagnosticar oportunidades, desenvolver novos contatos, relacionamento e quem sabe até negócios.
Acredito que poucos passageiros estarão dispostos a utilizar a ferramenta no início, mas, com o passar do tempo, pode ser que a exceção se torne a regra. Quem sabe?
Na minha época o sonho meu e da maioria dos meus amigos de faculdade era trabalhar – quem sabe até construir uma carreira – numa grande empresa, idealmente numa multinacional.
Foi na época da eclosão dos programas de trainees, que na verdade significava ser um estagiário “aditivado”.
Não foi meu caso, pois como acabei trilhando o caminho das agências de propaganda, durante 1 ano, literalmente paguei – quer dizer, meu pai pagou – para que pudesse trabalhar, até que finalmente virei assistente ganhando menos do que meus amigos trainees.
Pelo que ouço dos amigos publicitários, aparentemente esse realidade ainda acontece. Uma pena.
Mas o Mundo mudou tanto e tão rapidamente que se perguntar hoje a um jovem qual empresa ele sonha em trabalhar, possivelmente muitos responderão: na minha. Quem acaba fugindo a esse contexto são as empresas que representam o novo Mundo, muito especialmente as com forte presença no ambiente digital, como é o caso do Facebook, Google, Twitter, Foursquare e etc.
E se o jovem mudou completamente, nada mais natural que o processo de seleção também mude com ele. Até outro dia recorríamos aos sites de empregos, hoje o @trampos já se mostra muito mais eficaz, e o melhor, “de grátis”.
Abaixo o vídeo do processo de seleção que o Twitter está fazendo nos EUA – se bem que como o Mundo é plano, qualquer um pode se candidatar-. Simplesmente genial.
É amigo empreendedor, será cada vez mais difícil a vida das empresas na busca por novos colaboradores, preparem-se!
6ª feira normalmente é dia de cerveja, mas o tempo como anda meio maluco e estamos vivendo um verão com cara de outono é provável que hoje esteja mais para um bom vinho tinto.
Estamos aprendendo a viver num Mundo colaborativo. Uma coisa é customizar nossos produtos e serviço, outra completamente diferente é ajudar a desenvolvê-los. Por exemplo, adoro relógio, mas seria absolutamente incapaz de sair por aí criando ou produzindo um. Ou seja, o crowdsoursing de verdade tem que ir muito além da paixão comum, para participar é fundamental ser uma autoridade no assunto, caso contrário, o produto tem grandes chances de naufragar.
Uma das minhas cervejas favoritas, a americana Samuel Adams, agora disponível também no Brasil, está nesse exato momento desenvolvendo uma cerveja colaborativa. Só que o motivo aqui é muito menos criar um produto maravilhoso e muito mais uma “ação de marketing” como vulgarmente as pessoas não se cansam de falar, como se marketing fosse sinônimo de “tirar vantagem” ou “mascarar produto ruim”.
Na verdade e Sam queria mais curtidores na sua página do Facebook e para isso criou o Crowd Craft Project, onde as pessoas ajudam a escolhercomo será a próxima cerveja da MARCA.
Como disse acima, adoro cerveja, mas seria a ultima pessoa no Mundo habilitada a fazer uma. Cada macaco no seu galho, no meu caso, o de apreciador.
Vendo campanhas como essa confesso que fico com um pouco de medo de começarmos a construir um fantasma em cima do termo CROWDSOURCING.