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Posts publicados com ‘Marketing’

O mundo da Coca-Cola

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nas minhas aulas aqui na Madia Marketing School, uma das coisas que mais falo aos meus queridos alunos é a necessidade que as MARCAS têm hoje em dia de serem conteúdo, mas não qualquer tipo de conteúdo.

Tem que ser consistente com os valores, discurso, atitudes e narrativa da MARCA.

Acabo de me emocionar mais uma vez com a Coca-Cola. Sou um consumidor pontual de refrigerante, não sou muito chegado… Mas sou apaixonado pelo trabalho de marketing e branding que a Coca-Cola faz.

Nos anos 80 e 90 nos EUA houve um das batalhas mais incríveis na história do branding mundial, quando a Coke e a Pepsi proporcionavam um espetáculo a parte. E o jogo era limpo, claro que com direito a algumas “dedadas nos olhos”, mas extremamente franco de ambas as partes.

Com o passar dos anos, o consumidor foi se cansando do modelo “rir do outro” e com isso, a briga publica tal como era foi perdendo o sentido e a Pepsi não conseguiu mais acompanhar sua querida concorrente Coke.

A partir de 2000 a Coca-Cola mudou completamente sua estratégia e começou a trabalhar o lado bacana da vida, e fortalecer sua MARCA no coração das pessoas. Simplesmente brilhante.

Claro que têm um desafio enorme nos próximos anos, afinal, seu produto faz mal a saúde e ao meio ambiente. Ou seja, não é sustentável. Claro que falta autenticidade do discurso, afinal, cadê o lado bonito e feliz da vida no aumento da obesidade infantil mundial e saber que contribui para isso?

Mas tamanho o prestígio, carinho e aura dessa MARCA, que ela hoje consegue estar acima e até ao lado do produto.

Abaixo o mais recente conteúdo mundial da Coca-Cola, uma animação curta-metragem que mostra como é o dia-a-dia do “mundo da Coca-Cola”. Simplesmente maravilhoso.

Não tomo Coca-Cola, mas seguramente iria a um parque temático dela, como já tive a honra de ir o museu em Atlanta e comprei alguns suvenires da MARCA!

 

Eco Friendly. Já era tempo…

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Houve um tempo que escolhíamos a compra de um carro pela MARCA. Os consumidores no Brasil eram fiéis e raramente trocavam de MARCA. Esse tempo não existe mais e hoje vive na nostalgia da época em que no Brasil só existiam VW, Ford, GM e FIAT e que os carros, como Fernando Collor dizia, eram carroças. E quer saber, ERAM MESMO.

Hoje a maioria das escolhas são feitas a partir do Design expresso carinhosamente na lataria dos carros. Depois as features, a garantia, a manutenção; tudo naturalmente desde que caiba no bolso.

Aprendemos também a ter uma atitude socialmente inclusiva bacana nas nossas escolhas. No começo os heróis da nova economia brasileira eram os americanos e os europeus. Depois vieram os japoneses e hoje, cada vez mais, predominam os coreanos e chineses.

Outra coisa muito interessante, para não dizer fundamental, é a consciência ambiental. Ou seja, além de tudo que falei acima no processo de escolha de um carro, começara a pesar cada vez mais sua performance verde: gases liberados, fonte de energia e economia de combustível.

Mas essa mudança leva um pouco mais de tempo para acontecer na cabeça das pessoas. Muito em breve os moradores das grandes metrópoles como São Paulo terão que deixar seus carros na garagem, não por causa do rodízio, mas para que possam simplesmente respirar.

Recentemente a VW para divulgar seu novo Golf, teve que pensar em como tangibilizar o benefício sustentável do seu carro, ainda que movido a diesel. Criou uma grande competição digital onde os participantes teriam que fazer uma aposta de quantos quilômetros o carro seria capaz de percorrer com 1 tanque e tudo naturalmente alimentando nas mídias sociais. E como prêmio ao acertador, um carro.

Ótima ação. Melhor ainda a conscientização.

Abaixo o vídeo.

O lindo efeito da sombra

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Como hoje estou nostálgico, vou falar agora sobre a saudade que tenho das mídias exteriores, que também é chamada de OUT OF HOME. Concordo que vivíamos num ambiente de excessos, aliás, praticamente morávamos numa “santo amaro” generalizada.

Foi o tempo que em era mais barato ao proprietário de um terreno ter um painel do que alugá-lo. No cenário imobiliário atual, provavelmente o OOH seria praticamente inviável.

Um dos principais motivos que me faz sentir saudade é a arte. Nessa fase do Mundo onde as MARCAS estão resgatando o valor do entretenimento na sua comunicação, a arte nos países onde o OOH existe está conquistando as ruas e os prédios.

E são diversas as iniciativas que vão desde a projeção até a pintura a mão, literalmente. Mas em todas elas o que predomina é a arte, ficando a MARCA em segundo plano.

Vejam abaixo o incrível case da cerveja Newcastle Brown Ale, cerveja inglesa produzida pela Heineken fundada em 1925.

Lindo trabalho realizado pelos artistas nova-iorquinos, Pablo e Alice, na cidade de San Diego trabalhando unicamente com o efeito da sombra.

Abaixo o vídeo.

Merchã 2.0

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Segundo o pai colaborativo dos burros, ou melhor, o Wikipedia, a definição da palavra merchandising é “uma ferramenta de Marketing, formada pelo conjunto de técnicas responsáveis pela informação e apresentação destacada dos produtos no ponto de venda, de maneira tal que acelere sua rotatividade.”, ou seja, toda a comunicação que orbita o produto em si – rótulo, formato, gôndola, PDV…

Mas, de uns tempos pra cá, convencionou-se definir Merchandising como fazer um “Merchã”. E fazer um “Merchã” significa a exposição de um produto ou serviço dentro do editorial; programa de TV, rádio, revista…

Com o avanço do ambiente digital, o “Merchã” também evoluiu muito. Na busca incansável pela audiência, as MARCAS estão cada vez mais buscando oferecer diversão e entretenimento para as pessoas e na carona,  vender seu peixe, sem recorrer a um veículo para isso. Ou seja, gerando conteúdo proprietário.

O case abaixo a da MARCA inglesa FRIJJ de Leite Flavorizado desenvolveu a sua ação de “Merchã”. No site http://www.frijjtheincredible.co.uk/ as pessoas participam do seguinte desafio: assistir a um vídeo divertido sem pode mexer o corpo e a cabeça. E o pior é que tem um monte de gente participando e se tornando fã da FRIJJ no Facebook ou seguindo ela no Twitter.

Abaixo o vídeo da campanha. Os vídeos realmente são bobos e simples, aliás, tão bobos e simples que é difícil não se mexer de tanto rir.